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William Waack diz que Alexandre de Moraes decretou o fim do STF após incluir André Mendonça no inquérito das fake News

Redação Makako Urbano | Publicado em 04/09/2026 04:47
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William Waack diz que Alexandre de Moraes decretou o fim do STF após incluir André Mendonça no inquérito das fake News
Imagem: Reprodução
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O Cheque-Mate Institucional: Quando o STF investiga o próprio STF

A crise crônica que corrói as instâncias de poder no Brasil atingiu um novo e dramático patamar. Ao decidir incluir o ministro André Mendonça no famigerado inquérito das fake news, Alexandre de Moraes provocou uma onda de reações severas no meio político e jornalístico. Para analistas atentos ao cenário nacional, como o jornalista William Waack, o movimento não representa apenas mais um capítulo de atrito interno: trata-se de um indicativo contundente de que a mais alta corte do país cruza uma linha de desgaste sem volta, colocando em xeque a própria sobrevivência institucional do Supremo Tribunal Federal nos moldes atuais.

A gravidade do precedente

Utilizar um instrumento de exceção — originalmente criado em 2019 sob a justificativa de proteger a corte contra ataques virtuais e ameaças — para investigar um ministro efetivo do próprio tribunal transforma a dinâmica do poder em Brasília em um verdadeiro salve-se quem puder. Quando a jurisdição suprema passa a devorar os seus próprios membros por meio de inquéritos de abrangência elástica e relatoria concentrada, o conceito de segurança jurídica evapora.

Conforme apontado na avaliação de Waack, o ecossistema de confiança pública e colegiada que sustenta um tribunal constitucional deixa de existir. Afinal, se um ministro da Suprema Corte pode se tornar alvo de investigações conduzidas por seus pares dentro de um inquérito sem prazo de validade e de regras flexíveis, não há mais garantias institucionais para ninguém — muito menos para o cidadão comum.

Para onde caminha a República?

O desdobramento dessa crise abre margem para reflexões urgentes sobre o futuro democrático brasileiro:

* A erosão do colegiado: O Supremo deixa de funcionar como um espaço de deliberação jurídica para se converter em uma arena de confrontos políticos abertos.

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* O esgotamento dos inquéritos perpétuos: A manutenção indefinida de investigações sob sigilo e controle centralizado implode a transparência exigida de uma corte constitucional.

* O risco de paralisação institucional: O choque direto entre ministros cria um clima de hostilidade permanente que paralisa a harmonia entre os Poderes e contamina o debate público.

A decisão de agora não sela apenas o destino imediato dos envolvidos; ela redefine de forma preocupante o peso e a credibilidade do STF perante a sociedade. Quando o guardião da Constituição passa a ser visto como a principal fonte de instabilidade do país, o preço pago pela República é o colapso de suas próprias fundações.


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