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Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

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Presidente do STF, Edson Fachin, indica a Kassio Nunes Marques que a revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro

Redação Makako Urbano | Publicado em 07/10/2026 12:06
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Presidente do STF, Edson Fachin, indica a Kassio Nunes Marques que a revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro
Imagem: Reprodução
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A indicação de Fachin e o silêncio eloquente do STF

A decisão do ministro Edson Fachin de encaminhar ao Plenário do STF a revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro não é apenas um gesto burocrático. É um movimento político‑institucional carregado de significado, sobretudo porque, segundo relatos da imprensa, Fachin teria sinalizado a intenção de dar andamento ao caso logo após o segundo turno das eleições. Em um país onde o calendário judicial frequentemente dança conforme o ritmo da política, esse timing fala por si.

O Supremo vive um momento de tensão permanente: é pressionado por setores que o acusam de ativismo e, ao mesmo tempo, cobrado por quem exige firmeza diante de ataques às instituições. Nesse contexto, a revisão da condenação de Bolsonaro — figura central na polarização nacional — inevitavelmente se torna mais do que uma discussão jurídica. É um teste de maturidade institucional.

Levar o caso ao Plenário pode ser interpretado como uma tentativa de dar transparência e colegialidade a uma decisão sensível. Ao mesmo tempo, o fato de o julgamento ser considerado apenas após o segundo turno revela uma preocupação evidente com o impacto político de qualquer movimento do STF. É compreensível, mas também reforça a percepção de que o Judiciário opera sob cálculo político, mesmo quando tenta demonstrar neutralidade.

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O país precisa de instituições que ajam com previsibilidade, não com cautela estratégica. Se a revisão criminal tem mérito jurídico, que seja analisada — e decidida — com base nisso. Se não tem, que seja rejeitada com a mesma clareza. O que não podemos normalizar é a ideia de que decisões judiciais esperam o “momento certo” para não interferir no ambiente político. Isso, por si só, já é uma forma de interferência.

O STF tem a chance de mostrar que ainda é possível separar o jurídico do político, mesmo quando o réu é Bolsonaro e o país está em ebulição. Resta saber se aproveitará essa oportunidade.

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