Homem afirma que conseguiu teletransportar matéria sólida mas a comunidade científica não da moral pra ele
A afirmação de Antônio Luiz Morgon Filho sobre ter realizado teletransporte de matéria sólida não é reconhecida pela comunidade científica até o momento — mas agora podemos falar com precisão sobre o que existe, porque sua busca trouxe fontes concretas.
Bio do Instagram dele.
🎯 O que Morgon afirma ter feito
Segundo o material divulgado por ele mesmo — vídeos, site oficial e o livro A Frequência das Estrelas — Morgon diz ter registrado:
O “primeiro teletransporte de matéria sólida” em laboratório.
O fenômeno seria chamado por ele de “translocação anômala”, diferente do teletransporte clássico.
Ele mostra vídeos de:
Uma esfera metálica que “desaparece” e “reaparece” alguns centímetros adiante.
Um inseto de seis patas que teria sido deslocado instantaneamente.
Ele afirma que tudo foi gravado em um único take, sem cortes, para evitar suspeitas de edição.
O equipamento usado seria o APAHL — Acelerador Paramagnético de Acoplamento de Hádrons e Léptons, construído por ele em um laboratório subterrâneo em Umuarama (PR).
Antônio Luiz Morgon em seu laboratório subterrâneo
🧪 O que existe de validação científica?
Até agora:
Nenhum artigo científico revisado por pares foi publicado sobre o fenômeno.
Nenhuma universidade, instituto ou empresa participa da pesquisa. É um projeto totalmente independente.
Físicos que comentaram o caso em redes sociais reagiram com cautela e apontaram:
Falta de metodologia verificável.
Ausência de medições independentes.
Contradições com a física conhecida.
Ou seja: não há validação externa.
🧭 O que pode estar acontecendo?
Texto do seu post no Instagram onde ele se apresenta
Com base nas fontes:
1) Marketing científico
Toda a divulgação está diretamente ligada ao lançamento comercial do livro de Morgon. Isso não invalida automaticamente o conteúdo, mas acende alerta: a narrativa é construída para gerar impacto e vendas.
2) Fenômeno visual interpretado como teletransporte
Os vídeos mostram deslocamentos muito curtos (cerca de 150 mm). Sem revisão independente, isso pode ser:
Efeito eletromagnético forte.
Ilusão de perspectiva.
Truque de filmagem (mesmo sem cortes, há técnicas possíveis).
Movimento extremamente rápido parecendo instantâneo.
3) Terminologia própria
Ele usa termos como:
“Translocação anômala”
“Ponto limítrofe”
“Campos não lineares de confinamento”
Esses conceitos não existem na literatura científica como ele descreve.
Antônio Morgon afirma ter teletransportado matéria sólida, mas não há qualquer comprovação científica independente que sustente essa alegação. O que existe são vídeos produzidos por ele, material promocional e um livro explicando sua teoria particular.
Até que:
Outros laboratórios reproduzam o experimento,
Medições independentes sejam feitas,
E artigos revisados por pares sejam publicados,
A afirmação permanece não verificada.
O vídeo do Instagram não comprova teletransporte. Ele apenas reforça a narrativa pessoal de Morgon sobre sua jornada experimental.
As pessoas estão ficando maravilhadas sem ao menos entender de ciência.
A comunidade científica não reconhece a descoberta, porque:
Não há dados
Não há replicação
Não há revisão
Não há metodologia transparente
Não há demonstração controlada
Até que isso aconteça, a afirmação permanece não verificada.
Veja o vídeo do experimento:
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